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A Confraria Palestrina lança Jose Apparecido à Presidência do Conselho Deliberativo

A Confraria Palestrina resolveu lançar um candidato à Presidência do Conselho Deliberativo do Palmeiras. O Conselheiro José Apparecido vai oferecer seu trabalho a esta missão, no pleito que será realizado no próximo dia 06 de março. Esta decisão não tem nenhum viés aventureiro: representa, ao invés disso, a reafirmação de nosso compromisso de tentar fazer algo diferente da política tradicionalmente praticada nas alamedas.

O candidato favorito à eleição no próximo dia 6 é Seraphim Del Grande. Um homem digno, respeitável, que tem uma longa folha de serviços prestados ao Palmeiras, e um dos poucos que conseguiu ser integrante de antigas diretorias do clube sem que houvesse qualquer menção a problemas que pudessem macular sua reputação. Perfeito, não é? A nosso ver, infelizmente, não. Há um problema, muito sério: sua candidatura é apoiada por Mustafá Contursi.

O ex-Presidente Mustafá é o principal responsável pelo mais recente inferno astral do Palmeiras. A votação que precederá a eleição do Conselho Deliberativo versará sobre a impugnação de uma candidatura que tem como exclusivo fundamento a sua palavra. Como os antigos imperadores, não vê Mustafá qualquer razão para duvidarmos do que atesta (o tempo de associação de Leila Pereira), e acha perfeitamente razoável que o colegiado delibere sobre este fato – sim, não se enganem: o que está em discussão não é saber se a proprietária da patrocinadora do Palmeiras é ou não sócia há mais de 8 anos, e sim se a palavra do ex-Presidente, mesmo que despida de qualquer outro elemento de comprovação (aliás, basta dar uma procura na internet para verificar que a própria candidata eleita declara o contrário), é suficiente a afirmar isso.

A Confraria Palestrina acredita que ferir o Estatuto do Palmeiras, em qualquer de suas cláusulas, é rasgar o Estatuto como um todo. Por isso, não pode admitir que haja a possibilidade de que alguém que não tem tempo de associação para ser conselheiro possa assumir este cargo. Esta dúvida – vamos manter nossa afirmativa no campo da dúvida – sobre a elegibilidade de Leila Pereira bastaria para afastar a possibilidade dela se candidatar. A defesa da integridade do texto do Estatuto é dever de todos aqueles que integram o Palmeiras, e deveria ser uma preocupação ainda maior para quem de fato redigiu o texto hoje vigente. Se, infelizmente, não é, lamentamos. Nós faremos nossa parte, e votaremos pela impugnação.

Como consequência desta mais recente confusão promovida pelo ex-Presidente, ficou claro que apoiar um candidato a Presidente do Conselho Deliberativo por ele apoiado seria, de alguma forma, dar continuidade a um jogo que ele propõe. Isso não nos é admissível. Por outro lado, é voz corrente nos grupos políticos do Palmeiras que é preciso oxigenar o Conselho Deliberativo, que é necessário que surjam alternativas, novas ideias e novas posturas. Pois bem, senhores: eis-nos aqui. E temos propostas. Muitas propostas. Vejamos algumas delas:

#1 – Criar comissões temáticas permanentes (Arena, social, esportes olímpicos etc.) – O Conselho tem que produzir pautas dentro do Palmeiras. Não pode ser uma mera simples caixa de ressonância do que decide o Executivo. A formação destas comissões permitirá o debate interno de temas importantes ao clube, e a formação de convicções no colegiado que deverão influenciar os processos de decisão da gestão do Palmeiras. É dever dos representantes dos sócios realizar esta missão;

#2 – Canal aberto de comunicação do sócio com o CD – O Conselho Deliberativo deve ser uma porta de entrada formal de requerimentos dirigidos às instâncias administrativas do Palmeiras. Os requerimentos realizados pelos sócios serão recebidos pelo órgão, encaminhados aos setores competentes (quando não o próprio CD) e respondidos por intermédio do colegiado. O Conselho Deliberativo tem que prestar serviços ao Palmeiras;

#3 – Organizar reuniões informais e extraordinárias do CD, abertas para oitiva dos sócios do clube – mais uma medida para democratizar o funcionamento das estruturas administrativas do Palmeiras. A realização de reuniões abertas, nas quais os sócios terão direto a voz, permitirá a aproximação do órgão a quem ele representa: os sócios;

#4 – Definir prazos para encerramentos de todas as comissões de sindicância instauradas – todas as sindicâncias instauradas em face de conselheiros do Palmeiras devem tramitar rapidamente, para que não paire dúvida alguma sobre a seriedade do órgão como um todo;

#5 – PROMOVER A REFORMA DO ESTATUTO DA SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS! – isso mesmo, em maiúsculas. Infelizmente, a reforma estatutária, tão necessária ao Palmeiras (o caso Leila comprova isso) ainda não foi levada à apreciação dos sócios do Palmeiras. Este processo tem que ser finalizado, e o Palmeiras tem que ter um novo Estatuto, que modernize suas instituições, gere mais transparência na administração do clube e responsibilidade e reponsabilidade de seus administradores. Não podemos esperar mais;

#6 – Aumentar a frequencia das reuniões do CD, fiscalizando presença dos conselheiros e aplicando as sanções cabíveis em caso de faltas – a representação no Conselho Deliberativo é uma honra. Quantos milhões de palmeirenses não dariam tudo para poder auxiliar seu clube de coração? Àqueles que, mesmo investidos de um cargo em que esta missão é possível, deixam de comparecer e trabalhar pelo Palmeiras, serão aplicadas as sanções estatutárias;

#7 – Não convocar voluntariamente novas eleições para vitalícios enquanto não encerrada a reforma do Estatuto – a reforma do Estatuto do Palmeiras está em curso. Isso significa que a decisão fundamental sobre as questões políticas do clube já estão em mãos dos associados, cumprindo ao Conselho Deliberativo aprovar o texto que será analisado pelos sócios. Enquanto isso não ocorre, é preciso preservar situações jurídicas transitórias: as cadeiras vagas de conselheiros vitalícios não devem ser preenchidas, pelo simples fato de que caberá ao sócio, em assembleia geral, dizer quantas serão estas cadeiras no colegiado. Por tal razão, não serão convocadas novas eleições para vitalícios no Conselho Deliberativo até que a Assembleia Geral de associados defina este tema. É importante ressaltar que, como exceção, o tema poderá ir à votação caso convocado por 6 conselheiros, nos termos do atual Estatuto.

Essas são algumas de nossas propostas. Nosso ideário está em nosso web-site, estampado para qualquer palmeirense do planeta ler e compreender o que é e o que deseja a Confraria Palestrina. Não nos furtaremos a nossa missão: vamos mudar o jeito de fazer política no Palmeiras. Abaixo, um pequeno currículo do nosso candidato. Avanti!

 

JOSE ANTONIO APPARECIDO JUNIOR

Procurador do Município de São Paulo. Especialista em Direito Público pela Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo, Mestre em Direito do Estado pela PUC-SP e doutorando em Direito do Estado pela USP.

Sua atuação no Conselho Deliberativo do Palmeiras é marcada pela participação ativa nos trabalhos do colegiado. Autor de inúmeros requerimentos, participou de diversas comissões instauradas no CD, destacando-se seu trabalho como Presidente na comissão de sindicância que culminou com a suspensão do ex-Presidente Belluzzo. Integra, também, a comissão que realiza a derradeira revisão da proposta do novo de Estatuto do clube, que deve ser colocada em votação assim que possível, tendo proposto diversas emendas ao texto original. Seu mandato é marcado pela transparência – entre outras medidas, mantém conta na rede social twitter exclusivamente para tratar de assuntos referentes a seu mandato (@Japparec). Juntamente com a Confraria Palestrina, propõe pautas democratizantes da gestão do Palmeiras. Acredita, por fim, que as recentes conquistas recentes do clube, que recuperou-se do caos econômico e administrativo, devem ser preservadas e consolidadas – não é possível correr o risco do retrocesso.

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  • Dercilia DonatelliCordovano

    torci por voce mas os ridiculos venceram