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Balanço das eleições para o Conselho Deliberativo do Palmeiras

A eleição pro Conselho já passou, tivemos a alegria de eleger nossos dois candidatos. Já agradecemos, o Palmeiras já perdeu o Derby, e agora voltamos à programação normal.

Nossa programação normal, como vocês sabem, é informar. Neste sentido, apresentamos um balanço, organizado pelo Confrade Diego Cunha, sobre a votação de sábado, cotejando-a com a última eleição pro CD. Como (alguns) sabem, são elegíveis os sócios com mais de 8 anos de titularidade. Incluem-se entre os candidatos os que não são conselheiros e os conselheiros eleitos no pleito de 2011, que tentaram a reeleição.

A eleição ocorre por meio de chapas, sendo necessários no mínimo 91 candidatos por chapa. Por que tantos? Pergunte pra quem fez o Estatuto na época, em que o Presidente do clube era Mustafá Contursi. O que isso acarreta: nem todos concorrem efetivamente – a maior parte dos inscritos na chapa são os chamados “laranjas”, que apoiam outros candidatos e demonstram tal apoio ajudando, inclusive, no registro da chapa na qual concorre seu candidato.
Nesta última eleição foram inscritas 4 chapas: Palestra (na qual lançamos nossos candidatos), Academia, Palmeiras Forte e União Verde e Branca, que disputaram os votos dos quase 4,5 mil associados  votantes, dos 10 mil aptos a votar. O voto não é obrigatório.

Cada chapa elege um determinado número de conselheiros. O número de conselheiros é determinado pelo coeficiente eleitoral, de forma proporcional aos votos recebidos – a conta se dá como nas eleições parlamentares tradicionais. São colocadas em disputa a metade das cadeiras elegíveis pelos sócios (ou seja, 76 de 152 – sim 148 são dos vitalícios…).

Vamos dar um exemplo pra deixar mais claro: num cenário onde tivéssemos 4.000 sócios votantes, pra eleger 100 candidatos, entram na disputa três chapas. A Chapa “1” obtém 2.000 votos, a Chapa “2”, 1600 votos, e a Chapa “3” apenas 400 votos. Com quatro mil votantes e 100 cadeiras em disputa, cada cadeira “valeria” 40 votos (4000 dividido por 100). A Chapa “1”, com 2000 votos, levaria metade das cadeiras – 50. Desta forma, os seus 50 candidatos mais votados seriam eleitos. A Chapa “2” levaria 40 cadeiras (1600 votos divididos por 40 votos por cadeira), sendo eleitos seus 40 mais votados; a Chapa “3”, com 400 votos, colocaria seus 10 candidatos mais votados. É claro que as contas nunca são exatas assim, existe a conta do “resto”, mas não importa agora – o que queríamos é dar a ideia de como a maior parte das cadeiras é preenchida.

Vamos, então, aos resultados, no geral: dos candidatos que foram eleitos em 2011, 21 não conseguiram a reeleição, 9 conselheiros conseguiram votação para serem apenas “Suplentes”. 3 suplentes da eleição de 2011 conseguiram ser eleitos. Por chapa:

1. Chapa Palestra:

A Chapa Palestra recebeu os integrantes do Grupo Fanfulla, que na eleição anterior lançaram-se em chapa própria. Foram 25 candidatos eleitos (mesmo número de 2011 e 2 a menos que 2013) e 6 suplentes :

  • 13 candidatos eleitos em 2011, foram reeleitos;
  • 4 dos candidatos reeleitos, em 2011 foram eleitos por outra chapa.
  • Dos 6 suplentes, 4 eram Conselheiros que não conseguiram a reeleição;
  • 12 novos Conselheiros eleitos;
  • 5 Candidatos eleitos em 2011 não foram reeleitos ou não concorreram.

 

2. Chapa Academia

  • Foram 15 candidatos eleitos, contra 4 em 2011 e 12 em 2013, 3 suplentes.
  • Apenas  1 candidato eleito em 2011, não foi reeleito;
  • 5 dos candidatos reeleitos, em 2011 foram eleitos por outra chapa.
  • Dos 3 suplentes, 2 eram conselheiros que não conseguiram a reeleição e vieram de outra chapa;
  • 6 novos conselheiros eleitos;
  • 1 Conselheiro eleito em 2011 não foi reeleito ou não concorreu.

 

3. Palmeiras Forte

  • Foram 18 candidatos eleitos, contra 24 em 2011 e 16 em 2013, 3 suplentes.
  • 11 candidatos eleitos em 2011, foram reeleitos;
  • 2 candidatos reeleitos, em 2011 foram eleitos por outra chapa;
  • Dos 3 suplentes, 1 era conselheiro e não conseguiu a reeleição;
  • 7 novos Conselheiros eleitos;
  • 7 Conselheiros eleitos em 2011 não conseguiram reeleição ou não concorreram.

 

4. União Verde Branca

  • Foram 17 candidatos eleitos, contra 23 em 2011 e 15 em 2013, 3 suplentes.
  • 8 candidatos eleitos em 2011, foram reeleitos;
  • 2 candidatos reeleitos, em 2011 foram eleitos por outra chapa;
  • Dos 3 suplentes, 2 eram candidatos e não conseguiram reeleição, um deles eleito em 2011 por outra chapa;
  • 8 novos conselheiros;
  • 7 candidatos eleitos em 2011 não conseguiram reeleição ou não concorreram.

 

Abaixo comparativo dos eleitos em 2011 e reeleitos, além de uma visão dos novos conselheiros:

 

Então, como ficou o CD após as eleições?

Chapa Palestra – Abrigando pessoas de diversas correntes e grupos, é dificil desenhar a composição entre progressistas e conservadores, situação ou oposição, mas ganharam força com a junção do Fanfulla à chapa, além disso conta com os conselheiros ligados ao ex-presidente Affonso Della Monica.

Fanfulla – No pleito de 2013 foram eleitos 6 conselheiros, porém 1 deixou o grupo, e com a eleição dos 5 no dia 07, hoje conta com 10 cadeiras no CD.

Confraria Palestrina – 2 eleitos em 2013, com 2 novos eleitos no dia 07.

Chapa Academia – 12 eleitos em 2013 + 15 novos conselheiros eleitos em 2015, mais os vitalícios como: Paulo Nobre, Gilberto Cipullo, Antonio Augusto Pompeu de Toledo, Serafim Del Grande, entre outros, somando os grupos Academia, Democracia Verde, Verdes Escuros e Eternos Palestrinos.

Chapa UVB – 15 eleitos em 2013+ 17 eleitos em 2015, mais os vitalícios, como: Pescarmona, Belluzzo, entre outros. Junto à UVB temos os conselheiros da Pró Palmeiras.

Chapa Palmeiras Forte – 16 eleitos em 2013 + 18 eleitos em 2015, mais os vitalícios, como: Mustafá Contursi, Roberto Frizzo, Gilto Avallone, entre outros.

Que os novos conselheiros, enfim, possam ajudar a aprovar as mudanças estatutárias tão necessárias!

 

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