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Continuamos atentos

O Palmeiras está longe de viver uma paz interna. O que seria uma gestão com avanços contínuos de melhoria e profissionalização parece estar estagnada. E há o temor de retroceder administrativamente.

 

O presidente Mauricio Galliote está em férias. Não bastasse só a estranheza da situação – eleito para dois anos, o mandatário se afasta para férias no meio das mais importantes competições do ano, isso logo depois de ficar outro período distante em razão de funções junto à Seleção Brasileira -, tal atitude mostra um certo distanciamento do momento político do clube, conturbado desde o instante em que alguns de seus vices resolveram se posicionar contra a candidatura de Leila Pereira ao CD. Desde aquele momento, como já dissemos aqui, houve a clara decisão de privilegiar quem apoiou a candidatura em detrimento dos “rebeldes”, e o tema está longe de ter já sido pacificado. Basta lembrar que em março de 2017 o mandatário palestrino renovou os cargos diretivos, tirando inclusive pessoas de posições estratégicas na qual ele trabalhou quando era vice presidente do ex-mandatário Paulo Nobre. Alegou renovação, mas na pratica, não conseguiu convencer a ninguém que seus motivos não foram exclusivamente políticos.

 

Na verdade, o cenário interno é de muitas incertezas. Além dos vazamentos que voltaram à tona, existe nas alamedas do clube uma pressão por parte de apoiadores da atual gestão, que querem demissões de profissionais (futebol, financeiro e marketing) e a volta da velha pratica política (que nos afundou no final dos anos 90 e anos 2000) dos diretores estatutários.

 

No tocante aos setores mais importantes e estratégicos do Palmeiras, os diretores estatutários, deveriam ser pessoas que entendessem do negócio e que servissem como APOIO e FISCALIZAÇÃO aos profissionais contratados para estas principais áreas do clube. Porém, na prática, historicamente serviram como meios de barganha e apoio político.

 

Sempre defendemos e lutamos pela profissionalização. Os profissionais devem ser cobrados por metas e resultados planejados.

 

Estamos comprometidos sempre em ajudar e trabalhar pelo Palmeiras em primeiro lugar. Mesmo que isso gere cobranças rígidas ao atual presidente, que apoiamos, tendo inclusive votado por convicção pela sua eleição. E não vamos em hipótese alguma, ceder ao silêncio de deixar tudo pelo qual lutamos e estamos lutando, voltar aos tempos em que quase acabaram com a Sociedade Esportiva Palmeiras, na primeira década deste século.

 

Saudações Palestrinas

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