«

»

Crônicas do Retrocesso

Ontem, dia 06/03/2017, o Conselho Deliberativo da Sociedade Esportiva Palmeiras deu um passo gigantesco contra os direitos iguais a todos e, principalmente, contra seu estatuto. O colegiado Palmeirense formado por 280 conselheiros, decidiu pela reprovação da impugnação à candidatura e consequentemente a eleição da associada Leila Pereira.

Sem nenhum documento comprovatório de que Leila foi integrada como associada em 1996, baseado unicamente na palavra de um ex presidente, Mustafá Contursi, o principal papel do conselheiro “Ao Palmeiras tudo, do Palmeiras nada” foi cruelmente desmoralizado por uma grande maioria de votos contra sua impugnação.

Você, palmeirense seja ou não associado ao clube, com ou sem direito a voto, foi mais uma vez enganado por aqueles que sentem a insaciável sede do poder e do interesse próprio. Insaciável sede de se sentir mais que os outros por serem conselheiros. Pessoas que não servem ao Palmeiras, e sim, são servidas. Conselheiros que estão preocupados com seus status.

A Leila Pereira como presidente das empresas Crefisa e FAM, cumpre hoje um papel fundamental na condição de patrocinadora do clube, em nosso objetivo de nos tornarmos o maior clube das Américas (financeiramente, administrativamente e futebolisticamente). Todos Palmeirenses, acreditamos ser grato pela grande colaboração que essa parceria traz ao Palmeiras. Porém, sua inserção no Conselho Deliberativo de maneira irregular, não deve ser associada com esta parceria. Estamos falando da Leila Pereira associada. Assim como qualquer outro associado que está sob a regra do Estatuto do clube (nossa Constituição).

Temos os ideais de defender sempre os interesses que são para o melhor da Sociedade Esportiva Palmeiras em longo prazo. Transparência naquilo que defendemos e fazemos para o clube.

Defendemos atuação política limpa. Quebrar o discurso adotado por pessoas que estão há anos no Conselho Deliberativo que são baseados em trocas de favores pessoais, para ocupar cargos e desfrutar de outros benefícios atrelados a posição. Lutar contra a eleição sem quaisquer méritos para conselheiro vitalício pois, são poucos os valores que agregam à instituição ter uma pessoa que não precisa realizar quaisquer serviços ao clube para obter tal reconhecimento.

A partir do dia 07/03/2017, precisaremos reconstruir nossos ideais. Nossa moral interna. Mesmo que muitos não deem a mínima quanto a isso, nós damos. Nossos ideais não está e não estará à venda. Nem por cargos quanto menos por cifras milionárias. Para muitos no conselho Deliberativo, isso significa sermos aventureiros, moleques, entre outros adjetivos. Muito pelo contrário. Para nós, significa que os nossos interesses pessoais não entram ou entrarão na posição de conselheiro, de defender o Palmeiras. Ao Palmeiras tudo, do Palmeiras nada.

Link permanente para este artigo: http://confrariapalestrina.com.br/cronicas-do-retrocesso/