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Porque a Confraria Palestrina não votará em quem não quis punir Tirone

A Confraria Palestrina vem divulgando, nas redes sociais, que não vai apoiar nenhum candidato ao COF que não votou pela condenação de Tirone, no julgamento realizado em dezembro.

Essa nossa postura não é para que pareçamos diferentes. Neste ponto, somos simplesmente coerentes. E vou falar porque.

Desde o início, este grupo de palestrinos vem com um mote incessante: nós pretendemos mudar o jeito de fazer política no Palmeiras. Somos um grupo político, atuamos politicamente, e temos feito nossa parte: nossas ações são absolutamente transparentes, e nosso trabalho no clube e no Conselho Deliberativo é marcado por um claro corte ideológico – nós promovemos a participação, a informação, a transparência e o prêmio aos melhores. Nós fazemos, na prática, o que pregamos na teoria.

Às vezes, esta postura custa caro. Somos malvistos por alguns conselheiros, tachados de radicais, de inocentes, e coisas muito mais feias e impublicáveis. Somos alvo, sem nunca ter sido, de fato, poder. E isso não acontece porque somos excessivamente belos. Longe disso, aliás. Muito longe, em alguns casos.

Somos atacados porque, aos poucos, mostramos que é possível pensar no clube de um jeito diferente. Não compactuamos com ajustes como o que foi urdido para livrar a cara de Tirone. Não nos interessa “estar bem” com quem imagina o Palmeiras como seu território particular, sua pequena fazenda: nós pensamos na instituição, no Palmeiras de milhões, no clube campeão do Século XX. Nós vemos o Palmeiras gigante, e não a agremiação a serviço de “a” ou “b”. Somos atacados, enfim, porque representamos algo novo, e o novo assusta – principalmente a quem aposta todas as suas fichas no velho.

Votar a condenação de Tirone, neste sentido, significava muito mais que simplesmente concordar com o claro e detalhado relatório levado à apreciação do Conselho Deliberativo, e que pedia a punição do dirigente e de seu tesoureiro, além de solicitar a investigação de diversos fatos não apurados naquela específica sindicância. Punir Tirone, ali, tinha um papel pedagógico, de encerramento de um sistema político carcomido, ultrapassado, que premia os incompetentes e salva os adesistas. E nem digam que isso significa deixar de ser legalista: havia prova para a condenação e, no final, decisões como esta sempre têm um caráter político.

O supreendente resultado da votação, com 63 votos contrários ao relatório, duas abstenções em plenário e (incrível!) fantásticos 50 conselheiros que assinaram a lista e se retiraram do recinto – elevando o quorum para a confirmação do relatório e punição dos investigados, inviabilizando assim a condenação – só faz confirmar a sensação de que ainda há um imenso caminho a percorrer. A má-notícia, pra quem não gosta a gente, é que nós não desistiremos. Podem vir ondas e ondas de retrocesso, e nós vamos continuar remando para o mesmo lado: em prol da legalidade, da ética, e do compromisso do Palmeiras com sua história e com a imensa nação que o apóia.

É por isso, senhores, que nós não vamos votar em candidatos ao COF que foram até o clube, assinaram a lista e se retiraram. É por isso que não votaremos em candidatos ao COF que, na hora do voto, se abstiveram. E é por isso que não votaremos em candidatos ao COF que votaram por absolver Tirone. Fazemos isso não por querer aparecer, não para causar um fato: vamos nos postar assim para manter a coerência com o que pregamos e praticamos. Não temos nada contra as pessoas, mas temos tudo, absolutamente tudo a favor do Palmeiras. E vamos em frente.

 

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