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Posicionamento da Confraria Palestrina – Alteração no prazo de mandato da Diretoria Executiva

Nas últimas semanas, a Confraria Palestrina discutiu intensamente sobre qual seria seu posicionamento quanto à proposta de alteração estatutária mais comentada dos últimos anos no Palmeiras: aquela que determina serem os mandatos do Presidente do clube de 3 anos, com uma possível reeleição.

É sabido que, atualmente, a regra do jogo é a possibilidade de uma reeleição, para o período subsequente ao atual mandato, por dois anos. O que possibilitaria a proposta, a ser votada no próximo dia 21 de maio, seria não só aumentar o tempo do mandato do Presidente como também facultar que atual mandatário do clube possa se beneficiar da mudança – eleito para um mandato de dois anos, prorrogáveis por mais dois, a mudança proporcionaria que seu segundo mandato passasse a ser de três anos.

A proposta foi bastante discutida internamente. Conversamos, também, com outros grupos políticos e com todos os principais agentes envolvidos no processo – o Presidente do CD, Seraphim Del Grande, a patrocinadora do clube e conselheira Leila Pereira, o Presidente Maurício Galiotte, o líder da atual oposição Genaro Marino. Ponderamos todos os resultados possíveis da aprovação da mudança estatutária, e as questões de fato e de direito envolvidas na alteração proposta. Em síntese, em reunião realizada no último dia 08 de maio, decidiu a Confraria Palestrina o seguinte:

1. a possibilidade de reeleição é extraordinária. Significa que o clube aceita que o seu mandatário, que tem em mãos a atribuição de designar diretores e distribuir funções – e, nesta linha de possibilidades, de granjear apoio político em função da condição que ostenta -, concorra a uma eleição ao mesmo cargo sem ter que se licenciar de suas atuais funções. É um favor importante, proporcionado pelo Estatuto, por razões políticas que instruíram a definição da regra como ela existe;

2 – tendo em vista esta excepcionalidade, entendemos que o atual mandatário está adstrito a um regime jurídico do qual já usufrui. Em outras palavras, a gestão atual da Diretoria Executiva da Sociedade Esportiva Palmeiras aceitou participar do jogo político do clube sob a premissa de que teria, no máximo, dois mandatos de dois anos a cumprir, e este compromisso foi firmado pelo atual Presidente ao assumir o cargo, e jurar defender o Estatuto da Sociedade Esportiva Palmeiras;

3 – desta forma, em que pese a compreensão dos integrantes da Confraria Palestrina de que, de fato, o mandato de três anos é mais interessante política e administrativamente ao clube (em função do inferno usual que é a política palestrina, sempre em ebulição em razão de sucessivas e consecutivas eleições), entendeu-se que a emenda proposta pela Comissão de Reforma do Estatuto não é, para o momento, adequada;

4 – em razão de tal fato, a Confraria Palestrina votará “não” quanto à proposta de alteração estatutária para modificação do prazo de mandato do Presidente do clube nos termos propostos pela Comissão de Reforma Estatutária;

5 – como forma de levar à consideração do associado e do próprio Conselho Deliberativo a possibilidade de que a regra dos três anos passasse a valer somente a partir da eleição de 2020 (ou seja, encerrado o atual ciclo do atual Presidente), a Confraria Palestrina proporá um destaque à emenda de alteração do mandato para três anos: caso a alteração seja aprovada pelo CD (isto é, seja votada e aprovada a proposta de três anos), o colegiado deverá analisar e votar a proposta de que esta nova regra somente tenha eficácia para a próxima eleição para a Diretoria Executiva, não podendo incidir na eleição do ano de 2018.

O posicionamento do grupo quanto aos demais itens em discussão na pauta será exposto nas redes sociais da Confraria Palestrina e de seus integrantes. Continuamos a trabalhar pelo Palmeiras, e a defender o que entendemos correto para nossa Sociedade Esportiva, pensando tanto em seu momento atual quanto sem seu futuro. Somos pelo Palmeiras, sempre.

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