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Respostas dos Candidatos a Presidência da Sociedade Esportiva Palmeiras

Conforme compromisso assumido, a Confraria Palestrina publica a resposta aos questionamentos encaminhados aos candidatos à Presidência do Palmeiras.

Consideramos cumprida nossa missão de proporcionar aos palmeirenses de todo mundo a oportunidade de (1) realizar perguntas aos candidatos à Presidência do clube e (2) divulgar as ideias daqueles que dirigirão nossa tão amada instituição. Esse, desde o início, foi nosso objetivo.

Àqueles a quem se destinam as informações que ora transmitimos, pedimos leitura atenta do material publicado. Ele é, sem dúvida, um apanhado bastante consistente de qual é a visão do clube e de como pretende se comportar o candidato, caso eleito. O controle sobre a gestão também passa por esta verificação constante da coerência entre o discurso e a prática. O Palmeiras precisa gestores sérios e competentes, e também precisa, muito, de ideias e de compromisso com posturas e propostas realizadas.

As respostas vão em ordem alfabética – primeiro Luiz, depois Paulo, depois Wlademir. Nas ocasiões em que os candidatos responderam item a item das questões, anotamos “Em resposta ao item “x”. Nada, além disso, foi acrescentado ou retirado das respostas, tendo sido somente corrigidos erros de digitação (por exemplo, “contratar” ao invés de “contartar”). Observamos que, pela primeira vez neste ano, o atual Presidente do Palmeiras se posiciona oficialmente como candidato a reeleição. Agradecemos a atenção e o tempo de todos – candidatos e leitores. Boa leitura!

 

1) Como introdução, gostaríamos que o candidato se apresentasse formalmente ao sócio e ao torcedor palmeirense. 

Desta forma, indaga-se:

a) qual sua história no clube?

b) que cargos ocupou, em quais gestões?

c) o que o qualifica para ser Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras?

 

RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI

Sou associado desde 1955, conselheiro desde 1982, fui diretor de cultura e arte (83/4) gestão PWB Giuliano, social 85/6/7/8, gestão Nelson Duque, Propaganda e Comunicações 89/90 (C. B. Facchina Nunes), Diretor Tesoureiro 90/91. Sou um dos  23  conselheiros que não aprovaram a medida estatutária  em 1995   que modificou o Estatuto permitindo reeleições da diretoria, não participei de nenhum cargo durante a gestão Mustafá, negociei a aproximação e abertura com o Presidente Della Monica e   voltei a diretoria na sua gestão, como diretor Social (2007/8) novamente, e posteriormente tenho concorrido e eleito por 3 mandatos para o COF, cargo que ocupo atualmente.

Tenho 66 anos, conheço o clube  e futebol como poucos, estou irmanado a Palmeirenses  que pensam como eu e querem ver o Palmeiras novamente se destacando, gerando orgulho a todos, resgatando as crianças como torcedores, formando uma  categoria de base eficiente. Somos uma  Universidade do Futebol, vamos  deixar de formar para outros usufruírem, fazer-nos respeitar e  bater de frente com nossos inimigos  vizinhos de muro, contratar com coerência e depois de longa investigação, usando de ferramentas disponíveis hoje na informática (coletânea de dados para avaliações), ter uma equipe de olheiros e ex atletas que honrem nossa camisa e sejam Palmeirenses, não se apropriar de receitas futuras, trazer patrocínio Master, eliminar gastos supérfluos com dirigentes profissionais e atletas que nada produzem, diminuir o numero de atletas do futebol, permitir até 6 jogadores, depois de analise criteriosa, trazidos por empresários  com participação de  20% na venda.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE

(Em resposta ao item “a”), sou palmeirense desde que me conheço por gente. Entrei como sócio do clube em 1983, pelas mãos do Dr. Marco Polo del Nero, hoje presidente eleito da CBF. Tornei-me sócio remido em 1984, em um dos programas de captação feito pelo clube à época. Fui eleito conselheiro pela 1ª vez que o estatuto me permitiu em 1997. Reeleito em 2001 e em 2005. Fui diretor social de 1999 a 2002, candidato à presidência do Conselho Deliberativo em 2005 e  eleito 2º vice-presidente em 2007, quando cuidei de todas as reformas do Palestra Italia e da Academia de Futebol. Fui candidato a presidente do clube em 2011 e me elegi em janeiro de 2013.

(Em resposta ao item “c”), desde que entrei para a política do clube me preparo para ocupar o maior desafio que a vida me impôs. Minha visão e experiências no mercado financeiro nacional e internacional me capacitam para administrar o clube de uma maneira profissional.

 

RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA:

Sou sócio desde que nasci. Eu e meu irmão Emilio fomos nadadores desde os 6 anos de idade e participamos também do polo aquático. Meu pai foi diretor do conjunto  aquático, conselheiro, assim como meu avô. Meus filhos participaram de atividades esportivas sendo o Lennon faixa preta de judô e hoje conselheiro e a Fabiola terceira classe de tenis. Sou fundador da chapa UVB (União Verde e Branca ), hoje com aproximadamente 50 conselheiros, chapa esta fundada com o objetivo de combater a era Mustafa.

Fui 06 anos diretor de esportes amadores (com vários títulos conquistados), sendo 2 mandatos do Fachina e 01  mandato do Mustafa, 1 mandato como secretario do conselho na gestão de Seraphim Carlos Del Grande. Na gestão Belluzzo fiquei 1 ano e oito meses como diretor administrativo e o restante do mandato como diretor de futebol, sou conselheiro desde 1989 sendo eleito 5 vezes pelo voto do associado até minha eleição como conselheiro vitalício em 2008

(Em resposta ao item “c”): Pelo exposto acima

 

 

2) No tocante à relação com a WTorre, é sabido que o Palmeiras está em litígio com a empresa, estando o caso em ora em discussão perante o tribunal arbitral, na Câmara de Comércio Brasil-Canadá.  

Sobre o tema:

a) qual sua opinião sobre o litígio? Em sua opinião, não fazer um acordo, levando a questão à arbitragem, foi uma decisão acertada ou errada? Por que?

b) o Palmeiras tem razão na discussão? Por que?

c) caso eleito, qual medida adotará no tocante ao processo? Manterá as atuais demandas da SEP, ou buscará uma conciliação?

d) em caso de conciliação, o que aceitaria, no mínimo, para a assinatura de um acordo?
e) ainda que a questão esteja sendo discutida na arbitragem, seria possível manter uma relação mais saudável com os parceiros, mantendo um nível de diálogo separando a discussão técnica interpretativa das relações comerciais que existirão independentemente da interpretação definida pelos árbitros? Em caso negativo, por que motivo seria impossível uma relação profissional?

 

RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI:

O litígio surgiu em decorrência de que vários itens aprovados em Assembleia de conselheiros e associados terem sido modificados, principalmente pela posição de discórdia com relação as cadeiras em jogos da SEP que inclusive pela opinião da outra parte inviabilizaria o Projeto Avanti, pois eles teriam a totalidade das cadeiras e  não 10.000 como é o correto.

Logicamente estudaremos a atual demanda, sempre em primeiro lugar preservando os direitos do Palmeiras, e poderemos conforme consta em nosso programa, tentar uma aproximação pensando no futuro de 30 anos de coexistência pacifica, mais uma vez lembrando que sempre preservaremos nossos direitos e nossa posição em primeiro lugar. Não acho que seria impossível uma relação profissional que poderia caminhar para um dialogo, sou empresário há 48 anos negocio diariamente e já tenho contatos dentro da empresa parceira, mas qualquer mudança deverá ser aprovada pelo Conselho Deliberativo e associados.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE

(Em resposta ao item “a”), entendemos que foi a única decisão que preservava os direitos da Sociedade Esportiva Palmeiras, após mais de um ano de exaustiva negociação com a construtora. O litígio se fez necessário uma vez que as premissas negociais que foram acordadas entre Palmeiras e WTorre, aprovadas pelo CD,  não foram refletidas no contrato, o que causaria um prejuízo imensurável ao clube.

(Em resposta ao item “b”), o Palmeiras tem total razão na discussão simplesmente porque está exigindo que o que foi exaustivamente discutido e ACORDADO em 2007 e 2008 seja efetivamente respeitado.

(Em resposta ao item “c”), o Palmeiras está sempre aberto ao diálogo desde que não seja prejudicado.

(Em resposta ao item “d”), que as premissas aprovadas sejam as que efetivamente entrem em vigor. Temos total confiança em nosso corpo jurídico, que está cuidando exemplarmente do caso.

(Em resposta ao item “e”), durante toda a minha gestão, a SEP sempre manteve uma discussão profissional, institucional e de alto nível com a construtora. Quem afirma o contrário ou está de má-fé ou não conhece o processo.

 

RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA

Esta questão  vou explanar de uma maneira geral.

O Palmeiras na época do presidente Belluzzo contratou o escritório de advocacia Marcelo Terra, um dos maiores especialistas em direito imobiliário assim como a WTorre, o contrato ficou mais uns 20 dias para que todos pudessem ter acesso. Na época o presidente do COF Dr. Antonio Augusto Pompeu de Toledo participou ativamente do processo. Acredito que os dois lados tem razão e a única forma de resolver seria um entendimento entre as partes. O que não se podia fazer foi em cada gestão Belluzzo, Tirone e Paulo Nobre terem cada uma comissão de obras sem que essas não conversaram entre si. Sou totalmente favorável a um acordo que atenda as partes, de que forma isso vai acontecer? Somente apos muita conversa e chegar a um ponto comum que atenda as duas reivindicações. Acho que o fato de ir para a arbitragem foi pura falta de habilidade politica de ambos, teria que ser evitado de qualquer jeito.

 

3) Uma das maiores questões que hoje afligem o palmeirense é o futebol, com o time profissional novamente lutando por permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro. 

Sobre o tema:

a) quais foram as razões que levaram o nível técnico da equipe cair desta forma? Qual sua opinião sobre a política de contratações da atual gestão da SEP?

b) em sua opinião, este é um problema que pode ser resolvido a curto prazo? Como?

c) a atual gestão optou por elaborar os “contratos por produtividade” de jogadores e comissão técnica. Qual sua opinião a respeito? Manterá tal política se eleito?

d) as categorias de base do clube tem revelado relativamente poucos talentos, e tem sido apontada como muito vulnerável à influência de agentes. O candidato concorda com esta visão? Como reverter esta situação, promovendo o surgimento de novos talentos para a defesa das cores do Palmeiras?

 

RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI:

Principalmente pela falta de observação e indicação errada de profissionais que ganham para isso, contratando sem ouvir o Financeiro, técnicos caros com contratos rescindidos, profissionais físicos fracos, más contratações, taxa de manutenção social aquém das nossas necessidades jogadores que só querem receber salários e não jogam, falta de correta avaliação medica. Para resolver este problema precisamos analisar e usar ferramentas de internet (Scout)  disponíveis e como já disse orientar  olheiros que estariam fisicamente presentes em alguns jogos dos pretendidos.

Vamos analisar os contratos de produtividade se são rentáveis.

Os agentes são infelizmente parte integrante do futebol depois da Lei Pelé, é nosso plano neutralizar sua participação negativa as nossas cores. Vamos  informatizar com o auxilio de câmeras e áudio gravados 24 horas por dia, precisamos preservar nossas principais promessas como é o caso atualmente do Gabriel Fernando de 17 anos, fenômeno, com contrato expirando em 2015 já treinando com os profissionais.

O atleta ao se apresentar para treinar terá que conhecer um pouco de nossa historia, e principalmente já assinar termo de compromisso com o clube com aval dos pais.

Vamos com parceria com Prefeituras criar centros de treinamentos em cidades praianas que hoje substituem a várzea paulistana  que antigamente formava craques de futebol.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE

(Em resposta ao item “a”), quando assumimos a gestão em janeiro de 2013, herdamos apenas 18 jogadores no elenco profissional, sendo quatro ou cinco garotos da base. Com somente 25% das receitas, o Campeonato Paulista já em disputa e uma Libertadores que se iniciaria em duas semanas, tivemos que montar uma equipe com criatividade e baseada em trocas de atletas e empréstimos gratuitos, em que assumiríamos só o pagamento de salários. Para 2014, tentamos qualificar o elenco, contratando jogadores que nos foram pedidos pelos treinadores Gilson Kleina e Ricardo Gareca.

(Em resposta ao item “b”), vamos continuar trabalhando, no curto e no médio prazo, para trazer os reforços necessários e vamos analisar internamente quais os erros que cometemos.

(Em resposta ao item “c”), a política de “contrato por produtividade” é uma inovação trazida para o futebol, mas é comum em todas as áreas de atuação no setor privado. Nossos jogadores entenderam o sistema e não recebemos deles nenhuma reclamação. É mentira afirmar que houve jogadores que se recusaram a vir para a SEP por conta do contrato de produtividade, que abarca apenas de 15% a 20% dos valores dos rendimentos dos jogadores.

(Em resposta ao item “d”), não concordo com esta visão. No ano passado, mais de dez jogadores da base foram escalados pelos treinadores no profissional. Este ano, por exemplo, temos um jogador na seleção olímpica, o zagueiro Nathan.

 

RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA

A politica bom e barato, tivemos 2013 um ano de aguas calmas , porem já havia indicio disso, contratação do Weldinho que nem reserva era, a complicada historia do Barcos (viriam 5 viraram 4), compramos o Leandro pelo dobro que vendemos o Barcos, a possível transferência do Wesley para o galo para economizar 1.200mi., a venda do Henrique e por fim Alan Kardec. Quando você contrata sem planejamento ou porque ele vem *de graça* só pelo salario você acaba inchando o elenco com quantidade sem qualidade. Hoje temos 3 jogadores no meio de campo que não fazem 1 e que somados os salários você pagaria um acima da media. Outra situação que tem q se mudar e que quando um técnico pede determinado jogador você tem que priorizar a posição e não o nome, senão o técnico vai embora e você fica com o mico na mão.

A ideia da produtividade não é ruim senão fosse pelo fator que os rivais não pensam assim, só aceito por jogador que está em começo ou fim de carreira. Por isso não dá certo.

As categoria de base são o ralo do Palmeiras, negociações que pelos valores serem pequenos não levantam suspeitas, diferente das contratações de jogadores do principal. Acho que o mais importante de se manter a base que você investe em jogadores de 11, 12, 13 anos e quando esse garoto começa a despontar levam ele embora, seria a captação e valores no mercado de jogadores *quase prontos* que já possam assinar contratos. E acho que nós temos revelados ao longo do tempo alguns bons jogadores, o que atrapalha é a transição para o principal que quase sempre é de forma precipitada e acaba queimando o jogador.
4) O clube social, nos últimos anos, passa por um crescente processo de degradação física. Ainda que deva ser ponderada a situação das obras da Arena, e que recentemente tenha havido certo investimento em determinados setores e dependências, a opinião comum é que as últimas administrações não cuidaram de maneira suficiente do patrimônio do clube. 

Sobre o tema:

a) o que pode ser feito para recuperar o clube social, garantindo ao associado a justa retribuição pelo pagamento de suas mensalidades?

b) é possível o clube social ser autossustentável? Se sim, como promover esta medida?

c) qual a sua prioridade para o clube social?

d) qual sua opinião sobre a existência e manutenção dos esportes olímpicos no clube?

 

RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI

O clube social foi parcialmente destruído durante as obras da Arena e globalmente deverá ser reconstruído; modernizar as quadras poliesportivas, colocar monitores em horários de grande fluxo, trazer patrocínio ou Lei de Incentivo, fazer lanchonetes, montar o prédio administrativo com sala de troféus, salão de festas, restaurante panorâmico, uma praça de alimentação no andar térreo com quiosques. Com aprovação do CD criar a categoria para todos de sócios cidade-campo, dando direito de voto aos associados do clube de campo sem direito a frequentar a cidade, voltar a realizar grandes eventos construindo um local adequado, shows com artistas de renome, carnaval para sócios e somente convidados de sócio, baile do Hawai no conjunto aquático, baile de debutantes, happy hour, bailes de terceira idade, atividades para jovens, torneios de futebol e tênis no clube de campo com prêmios e a participação de ex-atletas dando nomes as equipes, brinquedoteca para os pais deixarem seus filhos para relaxarem no clube, a prioridade será trazer benefícios aos associados, condições de prática de esportes e realizar novamente nossos eventos sociais dentro do clube.

Os esportes olímpicos terão ênfase especial, esportes como natação e pedestrianismo que tem baixos custos serão incentivados a fim de termos atletas ostentando nossas cores.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE

Pela primeira vez em muitas gestões, o clube social tornou-se auto-sustentável. Quando assumimos, o déficit era de quase R$ 1 milhão por mês. Todos os departamentos têm trabalhado para buscar apoio de parceiros e com isso melhorar o atendimento ao associado. No ano passado, não foi possível realizar reformas por conta da obra do Allianz Parque e por termos herdado uma situação financeira caótica, com apenas 25% das receitas. Neste ano, começamos a melhorar o clube, com a reforma no parquinho, a reabertura da academia, terceirização do restaurante e as melhorias no setor da piscina, que acontecerão até o fim do ano. Implantamos ainda um sistema de gerenciamento dos sócios, algo inédito no Palmeiras, que acabará com a informalidade e a burocracia e trará rapidez e eficiência para os sócios utilizarem as dependências do clube.

(Em resposta ao item “b”), já respondido na questão anterior. Estamos buscando parcerias com empresas para realizarmos investimentos extras no clube.

(Em resposta ao item “c”), reconquistar a Sociedade Esportiva Palmeiras como clube. O prédio administrativo que nos foi entregue pela construtora no esqueleto demanda um gasto vultoso para ser efetivamente utilizado, questão esta que será nossa prioridade.

(Em resposta ao item “d”), tenho a opinião de que as modalidades profissionais só devem existir se viabilizadas economicamente, sem subsidio do clube. Sobre a prática de esportes pelo associado, continuaremos com todas as modalidades já existentes.

 

RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA

O clube social pode e tem que ser autossustentável. Cuidar da limpeza, iluminação, qualidade no atendimento, melhorias das instalações, jardinagem, quadras, e principalmente o acabamento final do prédio administrativo, para acabar de vez com os puxadinhos e dar condições aos associados para prática esportiva, fazer estudo para   climatização   da  piscina olímpica.  Rever problemas nos vestiários e principalmente manutenção.

O problema do balanço no negativo no clube social se deve principalmente aos esportes ditos não-profissionais, no ultimo balanço há um debito de aproximadamente R$ 4.000.000,00.

Como resolver isso para poder equilibrar o balanço social, ou patrocínio ou a lei do imposto de renda que é revertida para os esportes olímpicos. Na gestão Belluzzo conseguimos a liberação para seis esportes em função do CND que conseguimos para a arena, a administração Tirone parou de pagar e o projeto foi para o espaço.

 

5) A atual gestão foi eleita com o compromisso de profissionalização da administração. Para tanto, foi ao mercado e contratou diversos profissionais para o exercício de funções-chave no clube. 

Sobre o tema:

a) o candidato considera exitosa a política de profissionalização executada pela atual gestão? Por que?

b) se eleito, pretende dar prosseguimento à política de profissionalização da administração do clube? Em quais termos?

 

RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI

Pretendo contratar somente  um diretor administrativo profissional e competente para cuidar do clube social, nos outros setores vamos analisar o custo beneficio, dando prioridade e aperfeiçoando  nossa estrutura que sempre deu certo.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE

(Em resposta ao item “a”), sim. Tivemos avanços nos setores financeiro, com a conquista da CND e a equalização da dívida de curto prazo, jurídico, com vitórias expressivas no Judiciario e no STJD, e no departamento de comunicação, com a blindagem do elenco profissional, a criação da TV Palmeiras e da Revista do Palmeiras e a recuperação da imagem do clube na mídia em geral. Nos demais setores, entendemos que podemos mais e vamos trabalhar incessantemente para corrigir eventuais falhas.

(Em resposta ao item “b”), sim, conforme respondido na questão anterior.

 

RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA

A profissionalização  só é exitosa se trouxer  resultados. O Brunoro e o Osmar Feitosa são profissionais e que vão deixar de legado? O presidente põe dinheiro no clube então qual a finalidade de se pagar R$ 45.000,00 para o gerente financeiro? Pagamos até ontem o diretor de marketing e o que nos deu em troca?

Profissionalizar é dar metas e prazos e se não forem cumpridas se revê o processo.

Um exemplo de profissionalização bem-sucedida era o gerente financeiro Eduardo Novo, consultor do Banco Central que ganhava R$ 25.000,00 e a cada percentual que negociava com os bancos credores pagava seu salario.
6) Uma das principais demandas dos sócios e torcedores do Palmeiras é a revitalização da política do clube, entendida como uma das principais causadoras dos atrasos e problemas atualmente existentes. Atualmente é em curso a reforma estatutária, que pode trazer importantes inovações neste campo. 

Sobre o tema:

a) a representação do associado no Conselho Deliberativo é realizada por intermédio de eleições para o preenchimento de 152 cadeiras, de 300 disponíveis no colegiado. As demais 148 cadeiras são ocupadas por conselheiros vitalícios, que tem diversas formas de acesso a tal cargo (representação em cargos do clube, eleição pelo CD). Qual será seu posicionamento sobre o tema no momento da deliberação, pelo CD, deste ponto do estatuto? É favorável à atual representação, ou propõe uma diminuição ou aumento da relação entre conselheiros eleitos pelos sócios e conselheiros vitalícios? Num ambiente de 300 conselheiros, quantos, em sua opinião, devem ser vitalícios?

b) uma outra proposta debatida no ambiente da reforma estatutária é o voto do sócio-torcedor. Qual sua opinião a respeito? Em caso de aprovada tal proposta, em que termos deveria, em sua opinião, ocorrer a participação do sócio-torcedor nas eleições? É necessário internalizar a base de dados do Programa Avanti!, hoje em poder de empresa contratada, como medida prévia à participação do sócio-torcedor nas eleições do clube? Por que?
RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI

Isto foi modificado para atender diretorias, antigamente eram somente 75, sou vitalício pois obtive méritos e trabalho pelo clube para tal. Participo também da comissão de mudança estatutária e no nosso entendimento devemos diminuir os conselheiros vitalícios para no máximo 100, diminuindo gradativamente, e  que participem, ficando sujeitos a suspensão de mandato em caso de ausências seguidas as reuniões.

(Sobre o item “b”), penso que o sócio torcedor de categoria máster poderia votar respeitando-se os mesmos requisitos dos usados para sócios, mas tem que ser aprovado pelo CD. Vamos analisar financeiramente se vale a pena internalizar a base de dados do programa Avanti.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE 

(Em resposta ao item “a”), entendemos que este debate não deve ser limitado apenas ao próximo presidente. É preciso uma ampla discussão não politizada para que possamos avançar nesta questão. O comitê de reforma estatutária, formada por integrantes de todas as correntes do clube, entregará um relatório final para ser debatido pelos sócios. O problema não é apenas ser vitalício, mas não participar efetivamente das discussões do clube, utilizando somente a carteirinha para ocupar espaço na mídia.

(Em resposta ao item “b”), essa é uma questão muito complexa, que não deve ser respondida apenas com um sim ou não. A internalização do Avanti é algo que está sendo discutido pela atual diretoria,.É fato que negociaremos para que a participação do Palmeiras no lucro da operação seja maior que o contrato atual, herdado da gestão anterior. Sobre o direito a voto dos sócios-torcedores, entendo que é imprescindível sua participação na politica interna do clube, desde que esteja adimplente e inscrito no programa por pelo menos três anos.
RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA

Minha posição é que tirando os que já tem direito adquirido no máximo 50 vitalícios e o mais importante é rever as condições para ser sócio benemérito.

(Quanto ao item “b”), sou a favor desde que a base de dados faça parte da cobrança do clube, com 05 anos de fidelidade, e com mensalidades compatíveis com a soma do valor para se entrar no clube (poderia ser uma espécie de plano ouro)

 

7) A atual gestão distanciou-se das denominadas torcidas organizadas. 

Sobre o tema:

a) qual deve ser a relação das torcidas organizadas com o Palmeiras?

b) o candidato pretende disponibilizar ingressos para o futebol às torcidas organizadas? Se sim, em quais termos?

c) o candidato pretende auxiliar as torcidas organizadas no transporte aos locais de jogos do Palmeiras fora de São Paulo? Se sim, em quais termos?

 

RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI

Devemos ter uma relação pacifica com a as organizadas, dialogar aceitar sugestões, sobre ingressos. O clube passa por delicada situação financeira, poderemos dentro do plano Avanti, reconhecendo as torcidas como associação e com carga mínima de ingressos, conceder algum desconto para um numero X de ingressos comprados, respondendo assim ao próximo quesito, lembrando que estaremos sempre abertos ao dialogo, situações surgirão e todas serão analisadas.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE

(Em resposta ao item “a”), o Palmeiras entende que a torcida organizada deve expurgar maus elementos e impedir que atos de violência e vandalismo substituam os gritos nas arquibancadas. Quando isso acontecer, haverá o pronto restabelecimento das relações institucionais, independentemente do apoio ou não a este presidente pelos torcedores.

(Em resposta ao item “b”), entendemos que o torcedor comum tem os mesmos direitos e deveres do torcedor organizado. Desta forma, não faz sentido presentear as torcidas uniformizadas com ingressos gratuitos.

(Em resposta ao item “c”), não, de acordo com as mesmas premissas da resposta anterior. Esta opinião não é nova. Em 1981, fui entrevistado pela A Gazeta Esportiva e já defendia que as uniformizadas devem ser totalmente autônomas em relação ao clube para que possa ter a liberdade de aplaudir ou criticar o time e a diretoria com imparcialidade. Na época, eu era membro da torcida organizada Inferno Verde.

 

RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA

Uma relação de respeito mútuo, o que eles precisam é de ingresso para ir aos jogos e não são muitos, para isso manter um diretor de relacionamento que já foi da torcida para ver as necessidades e desde que paguem por isso, nada mais que isso, quem precisa atualmente de ajuda é o Palmeiras.
8) Uma das principais bandeiras da atual gestão é a austeridade nas contas do clube, de modo a tentar equilibrar as finanças do Palmeiras. 

Sobre o tema:

a) em sua opinião, quais foram os erros cometidos nos últimos anos que levaram o Palmeiras a esta situação de total desequilíbrio econômico?

b) é imprescindível buscar o equilíbrio financeiro para o clube? Em caso positivo, o que você fará, caso eleito, para não prejudicar esse equilíbrio financeiro tendo em vista as demandas do clube no futebol e no clube social?

c) no tocante à obtenção do chamado “Patrocínio Master” para o futebol, é sabido que o Palmeiras tem encontrado dificuldade em encontrar parceiros que aceitem pagar os valores demandados pelo clube. Tendo em vista tal cenário, qual será sua estratégia para o tema, se eleito? O candidato já tem alguma negociação em andamento? Se sim, porque não promover imediatamente a parceira entre o interessado e o clube?

 

RESPOSTA DE LUIZ GRANIERI

(Em resposta ao item “a”), contratações de atletas e técnicos em desacordo com nossas possibilidades, rescisões de contratos, déficit financeiro mensal no clube que não é uma empresa, mas deve ser administrado com tal, mensalmente equilibrando o caixa, avanço nas receitas futuras com pagamento de juros altíssimos, falta de planejamento.

(Em resposta ao item “b”), sim. Vamos analisar os dois setores no primeiro dia, altos salários estarão em duvida, atletas contra producentes e técnicos também, tudo que puder ser mudado será mas teremos a coerência de manter as coisas boas que existem.

(Em resposta ao item “c”), é sabido que o Pais atravessa um crise financeira e realmente está difícil conseguir patrocínio como gostaríamos, hoje os valores são menores, vários clubes estão também encontrando dificuldades, negociar, negociar e negociar sempre, dentro dos prazos que a Adidas necessita para “desovar” estoques, poderemos fechar patrocínios com prazos e valores menores, aguardando melhores condições de mercado.

Estou em negociações com empresa conhecida do ramo de relógios que está estudando um possível patrocínio mas com valores menores que os desejados atualmente,  e que inclusive se a resposta for positiva para já, estaremos levando para a atual diretoria com imenso prazer por poder ajudar o Palmeiras.

 

RESPOSTA DE PAULO NOBRE

(Em resposta ao item “a”), basicamente o Palmeiras, há alguns anos, é uma caixa d´água não sai mais água do que entra. Não estamos aqui julgando se foi por populismo, má administração ou convicção, mas o fato é que não há mágica: esta política no médio prazo quebra o clube.

(Em resposta ao item “b”), absolutamente imprescindível que haja responsabilidade financeira para que o Palmeiras seja autossustentável e forte como sempre foi.

(Em resposta ao item “c”), o ano de 2014 para o palmeirense foi ano do centenário do Palmeiras. Para o mercado de patrocínio e para o mundo, foi o ano da Copa no Brasil. No biênio 2013/2014, nenhuma empresa nova de grande porte se dispôs a estampar sua marca em times de futebol. Além disso, é inquestionável que, se não fosse uma instituição financeira estatal, quase todos os grandes clubes do país estariam sem patrocínio máster. É preciso, desta forma, se readequar ao novo quadro do mercado e buscar empresas que queiram não apenas a exposição no uniforme, mas sim a relação com os 16 milhões de palmeirenses espalhados pelo país.

 

RESPOSTA DE WLADEMIR PESCARMONA

O que ocorreu ao meu ver foi a necessidade de se montar times competitivos sem o devido cuidado com os recebíveis. O Palmeiras perdeu a grande oportunidade na era Parmalat quando pagávamos apenas um terço dos salários dos jogadores, não planejou o futuro, a divida vem de longe, quando o presidente Belluzzo assumiu precisou pagar R$ 43.000.000,00 de impostos atrasados para ter o alvará da arena. Casos como do Wesley jamais poderia ter acontecido. Temos que aumentar a receita de que forma. Discutir a relação com a wtorre que é fonte nova de receita, voltar a fortalecer o clube dos treze para brigar por melhores condições na tv, algo talvez mais ousado, porem possível uma criação de uma nova liga, criação de uma comissão de notáveis para ajudar na captação de receita, CND para captar dinheiro público.

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  • Rogerio Msp

    Senhores presidenciáveis porque razão não dão oportunidade de jogo há um menino do sub 17 chamado Gabriel de Jesus, eu e a nação palmeirense espera uma resposta urgentemente por favor….